5 indicadores que você precisa olhar hoje para não quebrar em julho
Muitos gestores de food service cometem o erro de acreditar que a saúde de um restaurante é medida apenas pelo saldo bancário no final do mês. No entanto, o fluxo de caixa é um indicador tardio: quando ele aponta o problema, muitas vezes o prejuízo já é irreversível. Se você quer garantir que sua operação não apenas sobreviva, mas prospere em julho — o segundo pico de movimento do ano —, você precisa de clareza agora.
Julho traz o desafio das férias de inverno, do aumento do consumo de itens de maior custo (como proteínas pesadas e vinhos) e da volatilidade do público. O contraste entre o caos operacional e a clareza dos dados nunca foi tão evidente quanto em 2026. Para não ser pego de surpresa por uma quebra de caixa no meio do ano, existem cinco indicadores que precisam estar no seu radar hoje.
1. Margem de contribuição por prato (não apenas o cmv)
O CMV (Custo de Mercadoria Vendida) é importante, mas ele pode ser enganoso. Em 2026, com a oscilação constante dos preços de insumos, olhar apenas para a porcentagem do custo não basta. Você precisa olhar para a margem de contribuição: quanto sobra em reais após pagar os ingredientes de cada prato vendido.
Por que olhar para isso agora?
Se o seu prato mais vendido tem um CMV baixo, mas a margem de contribuição em reais também é pequena, você está trabalhando muito para ganhar pouco. Em julho, com o aumento da demanda, pratos com baixa margem podem "sugar" a sua capacidade produtiva e impedir a venda de itens mais lucrativos.
- Ação de clareza: Revise sua engenharia de cardápio hoje. Identifique os "burros de carga" (alta venda, baixa margem) e crie estratégias para migrar o cliente para os "astros" (alta venda, alta margem).
2. Ponto de equilíbrio operacional (break-even point)
Você sabe exatamente quanto precisa vender por dia apenas para pagar os custos fixos e variáveis, sem lucrar um centavo? O ponto de equilíbrio é o indicador que separa a sobrevivência do abismo.
No caos do dia a dia, é comum o gestor se perder em promoções de aplicativos de delivery que aumentam o faturamento bruto, mas afastam o restaurante do seu ponto de equilíbrio devido às taxas abusivas.
- O risco de julho: Se você não conhece seu ponto de equilíbrio, pode chegar em julho com a casa cheia, mas operando no prejuízo por causa dos custos ocultos (horas extras, energia elétrica elevada e manutenção de equipamentos de inverno).
3. Taxa de rotatividade de estoque (turnover)
Estoque parado é dinheiro perdendo valor e risco de desperdício. No food service de 2026, a funcionalidade do estoque deve ser enxuta. Se o seu estoque gira menos de 3 a 4 vezes por mês, você está imobilizando capital que poderia estar sendo usado para marketing ou fluxo de caixa.
O impacto no inverno
Em julho, a demanda por itens específicos aumenta. Se você estocar demais produtos de baixa saída para "aproveitar uma promoção", pode faltar dinheiro para comprar os itens essenciais de alta demanda em julho. A clareza nos dados de estoque permite que você compre o que realmente vende, mantendo o caixa saudável.
4. Índice de satisfação do cliente em tempo real (nps)
Pode parecer estranho falar de satisfação em um post sobre "não quebrar", mas em 2026, a satisfação é um indicador financeiro antecipado. Um cliente insatisfeito hoje é uma mesa vazia em julho.
O caos de ignorar o que o cliente diz resulta em uma queda silenciosa na ocupação. Quando você percebe a queda no faturamento, o problema de atendimento ou qualidade já aconteceu semanas atrás.
- A clareza com o falaê: Ao monitorar o NPS e os comentários em tempo real, você consegue corrigir uma falha operacional hoje que evitaria a perda de dezenas de clientes amanhã. O custo de aquisição de um novo cliente é até 7 vezes maior do que manter um atual. Perder clientes em maio significa ter que gastar o que não tem em marketing em julho.
5. Produtividade da mão de obra (venda por hora trabalhada)
A folha de pagamento é, geralmente, o segundo maior custo de um restaurante. Em 2026, a eficiência é a palavra de ordem. Você precisa medir quanto cada hora de trabalho da sua equipe gera em faturamento.
Se a sua equipe está ociosa em turnos específicos, ou se você está sobrecarregado e gerando erros (que custam dinheiro), sua produtividade está baixa.
- Planejamento para julho: Use os dados de agora para planejar a escala de julho. Não contrate por "pressentimento". Olhe para a produtividade histórica e entenda se você precisa de mais tecnologia (como totens ou autoatendimento) ou de mais pessoas no salão.
Conclusão: a clareza que evita a falência
O caminho para uma operação lucrativa em julho começa na análise fria dos números em maio e junho. O caos da gestão baseada no "feeling" não sobrevive à maturidade do mercado de food service em 2026.
Olhar para a margem de contribuição, ponto de equilíbrio, giro de estoque, satisfação do cliente e produtividade não é apenas um exercício administrativo; é uma estratégia de sobrevivência. Quando você tem esses cinco indicadores sob controle, você deixa de apagar incêndios e passa a pilotar o seu negócio com precisão.
Você tem clareza sobre o que seu cliente pensa desses indicadores hoje? A eficiência operacional e a satisfação caminham juntas. Com o Falaê, você entende se os ajustes que você está fazendo para proteger seu lucro estão impactando positivamente ou negativamente quem paga as contas: o seu cliente.
